Rosário, Isabel e Leopoldina — entre sonhos e deveres
ACERVO 01
Código da coleção: 0394 P24 03 01 000 000
De: Margarida Patriota
Ilustrações: Joana Velozo
Pallas Editora | 124 Páginas
Sinopse
Rosário, Isabel e Leopoldina conta memórias de uma personagem fictícia, mas ancorada em fatos reais. A história se passa no Rio de Janeiro, em meados do século XIX. A narradora-protagonista diz: “No ano em que escrevo, o imperador do Brasil governa um país dividido em falanges de escravos e senhores.”
O tema central é a vida de uma menina negra liberta, filha de afrodescendentes escravizados. Após sua origem ser contada rapidamente, a narrativa se concentra no período (dos 5 aos 16 anos) em que Rosário viveu no palácio da Quinta da Boa Vista, primeiro como “mascote” das princesas Isabel e Leopoldina (filhas da Imperatriz Teresa Cristina e de D. Pedro II) e, mais tarde, como criada do palácio.
Ao longo desses anos, a narrativa confronta repetidamente os modos de vida dos mesmos grupos da sociedade: de um lado, os africanos e afrodescendentes, escravos ou libertos, que formam a grande camada trabalhadora pobre da cidade; do outro, os senhores, nobres ou não, que ocupam as posições de poder.
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Por que escolher este livro?
Diálogos com a história e a filosofia ocorrem enquanto a obra recorre à vida pessoal de uma menina para refletir sobre aspectos históricos e éticos do segundo reinado brasileiro.
Encontros com a diferença marcam a história, visíveis nas relações entre negros e brancos, trabalhadores e aristocratas, jovens e adultos, homens e mulheres.
Família, amigos e escola se deixam ver nas lembranças da infância e na vida presente da protagonista, que desenha o quadro de sua ancestralidade, de sua rede de contatos (incluindo amigos, indiferentes e autoridades) e dos desafios para conquistar uma formação escolar num mundo desigual.
Autoconhecimento, sentimentos e emoções transparecem no relato bem-humorado das “vicissitudes” de uma adolescente: como a menina forma sua identidade e se relaciona com adultos e autoridades, como vai amadurecendo e descobrindo o amor, construindo um projeto de vida e lançando-se em sua realização.
Sobre a autora
Margarida Patriota nasceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em 1948. Seu pai era diplomata, e a família o seguia pelos lugares em que trabalhava. Por isso, Margarida morou em vários países antes de se fixar no Brasil. Margarida fez faculdade, mestrado e doutorado em Literatura Francesa. Em 1976, ela se mudou para Brasília, onde, durante 28 anos, deu aulas de Literatura na Universidade de Brasília.
Mas Margarida também se aventurou por outros caminhos. Apresentou, por muito tempo, o programa de entrevistas “Autores e Livros”, da Rádio Senado Federal. Traduziu obras literárias e publicou estudos sobre literatura. Também escreveu poesia, contos, romances e uma boa quantidade de livros para jovens.
Sobre a ilustradora
Joana Velozo nasceu em Recife (Pernambuco). Em 2013, graduou-se em Arquitetura pela Universidade Federal de Pernambuco. Mas antes mesmo de terminar o curso já procurava caminhos para trabalhar como ilustradora. Começou pintando camisas. Em 2012, ilustrou seu primeiro livro: A menina que falava com as coisas, de Luzinette Laporte.
Joana trabalha com diversas técnicas e materiais. Ela desenha, pinta, faz serigrafia e encadernação artesanal. Cria ilustrações para livros e estampas para tecidos. Sua principal fonte de inspiração é a flora. Para Joana, a base do seu trabalho está nas suas raízes nordestinas e mais especificamente pernambucanas.