Dias de glória, noites de cárcere

Dias de glória, noites de cárcere

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O Livro

Unindo reflexão, humor, coloquialidade e denúncia, Marcus Galiña ficcionaliza em Dias de glória, noites de cárcere a história de vida do produtor e agitador cultural Julinho Barroso, encarcerado injustamente por quase nove anos. A narrativa atravessa lembranças da trajetória de Julinho até o momento da prisão, quando então se concentra na dura realidade carcerária e no abandono vivido por quem está à margem da sociedade. Com afiada crítica, o livro expõe tanto a violência policial quanto a negligência do Estado, para o qual o corpo negro é o alvo preferencial da suspeita — e também o último a receber socorro. ______________________ JULINHO BARROSO é um herói do Rio de Janeiro. Esqueçam, todavia, o imaginário do herói como um ser virtuoso, sem contradições, paladino da moral e da justiça e outras bobagens. Julinho é o herói de carne, osso e sangue, forjado na saga das esquinas, transgredindo a sina marcada na pele preta, driblando os capangas do horror e inventando incessantemente a vida em um país racista, excludente, projetado para aniquilar corpos e saberes não brancos. Criado na Glória, região central da cidade, Julinho desceu aos infernos no cárcere e subiu aos céus em Santa Teresa, entre fanfarras, confetes, purpurinas, cervejas e evoés. Foi inventado pelas ruas do Rio de Janeiro e, ao mesmo tempo, inventou essas ruas. Acordou o sol e cantou para a lua dormir inúmeras vezes, viajou sem sair do lugar, desafiou a morte por amor à vida, cuspiu na cara do feitor e, como exu zombeteiro, gargalhou diante dos escrotos, botou o bloco na rua, fez (E FAZ!) muita quizomba e muita quizumba na dobra do vento. Acompanhar a saga de Julio Barroso, o Julinho da Glória, é conhecer uma história que a história oficial não conta. É honrar a memória de uma cidade que inventou inúmeras maneiras de fintar o horror para encontrar o caminho do gol e da redenção. É entender a força da cultura como possibilidade política e poética de transformação social. Há tempos os que conhecem a saga do Julinho clamam por este livro. Os textos publicados nas redes já tinham dado um gostinho do que viria por aí. Finalmente o relato impresso do nosso herói chegou, perpetuando na palavra escrita um relato impressionante sobre uma cidade violenta e inventiva, escrota e afável, racista e sambista, carnavalesca e beata, iluminada por fogos de artifício e balas traçantes. Tudo isso costurado por um de seus grandes personagens. Evoé, Julinho. Os que querem viver, erguem o copo e te saúdam! Luiz Antonio Simas

Características

Acabamento: brochura
Ano de publicação: 2026
ISBN: 9786556022024
Formato: 13,5x20,5
Idioma: Português
Edição: 1
Número de páginas: 336
Gênero: Biografia, Lançamentos.
Código interno: 002538
Tags: biografia, literatura-nacional, memorias, temas-sensiveis,

O Livro

Unindo reflexão, humor, coloquialidade e denúncia, Marcus Galiña ficcionaliza em Dias de glória, noites de cárcere a história de vida do produtor e agitador cultural Julinho Barroso, encarcerado injustamente por quase nove anos. A narrativa atravessa lembranças da trajetória de Julinho até o momento da prisão, quando então se concentra na dura realidade carcerária e no abandono vivido por quem está à margem da sociedade. Com afiada crítica, o livro expõe tanto a violência policial quanto a negligência do Estado, para o qual o corpo negro é o alvo preferencial da suspeita — e também o último a receber socorro. ______________________ JULINHO BARROSO é um herói do Rio de Janeiro. Esqueçam, todavia, o imaginário do herói como um ser virtuoso, sem contradições, paladino da moral e da justiça e outras bobagens. Julinho é o herói de carne, osso e sangue, forjado na saga das esquinas, transgredindo a sina marcada na pele preta, driblando os capangas do horror e inventando incessantemente a vida em um país racista, excludente, projetado para aniquilar corpos e saberes não brancos. Criado na Glória, região central da cidade, Julinho desceu aos infernos no cárcere e subiu aos céus em Santa Teresa, entre fanfarras, confetes, purpurinas, cervejas e evoés. Foi inventado pelas ruas do Rio de Janeiro e, ao mesmo tempo, inventou essas ruas. Acordou o sol e cantou para a lua dormir inúmeras vezes, viajou sem sair do lugar, desafiou a morte por amor à vida, cuspiu na cara do feitor e, como exu zombeteiro, gargalhou diante dos escrotos, botou o bloco na rua, fez (E FAZ!) muita quizomba e muita quizumba na dobra do vento. Acompanhar a saga de Julio Barroso, o Julinho da Glória, é conhecer uma história que a história oficial não conta. É honrar a memória de uma cidade que inventou inúmeras maneiras de fintar o horror para encontrar o caminho do gol e da redenção. É entender a força da cultura como possibilidade política e poética de transformação social. Há tempos os que conhecem a saga do Julinho clamam por este livro. Os textos publicados nas redes já tinham dado um gostinho do que viria por aí. Finalmente o relato impresso do nosso herói chegou, perpetuando na palavra escrita um relato impressionante sobre uma cidade violenta e inventiva, escrota e afável, racista e sambista, carnavalesca e beata, iluminada por fogos de artifício e balas traçantes. Tudo isso costurado por um de seus grandes personagens. Evoé, Julinho. Os que querem viver, erguem o copo e te saúdam! Luiz Antonio Simas

Características

Acabamento: brochura
Ano de publicação: 2026
ISBN: 9786556022024
Formato: 13,5x20,5
Idioma: Português
Edição: 1
Número de páginas: 336
Gênero: Biografia, Lançamentos.
Código interno: 002538
Tags: biografia, literatura-nacional, memorias, temas-sensiveis,

Dias de glória, noites de cárcere

R$72,00

Autor(a)

MARCUS GALIÑA é carioca, nascido e criado na Zona Norte do Rio de Janeiro. Dramaturgo e diretor teatral, formado em Direção Teatral pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), escreveu e dirigiu diversos espetáculos, entre eles Mundo grampeado: uma ópera tecno tosca. Desenvolve a pesquisa “Por uma Pedagogia da Autoria” no Programa de Pós-Graduação em Ensino de Artes Cênicas da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

Ativista cultural, esteve à frente de movimentos importantes no campo da cultura e das políticas públicas, como Reage Artista, Ocupa Lapa, Ocupa MinC e Movuca — Movimento Urgente dos Trabalhadores da Cultura, atuando na defesa dos direitos culturais, da arte como bem público e da escola pública como centro cultural comunitário. Como artista-educador, desenvolveu projetos pedagógicos em diversas comunidades e escolas públicas, com foco em autoria, criação coletiva e processos artísticos emancipatórios, tendo coordenado o programa Ocupa Escola, que atuou em 26 escolas municipais do Rio de Janeiro.